Quando o frio fica amargo demais e o café me faz bem.
Não consigo mais dormir, duas ou três xícaras de café. Rondo todas as noites te procurando no silêncio, grito teu nome com as mãos. As mesmas frágeis que te deixaram ir. Culpadas.
Meu coração pesa demais, e, na fuga, não corro direito, acabo por voltar sempre. Volto demais, penso de novo que este não é meu lugar e que provavelmente não é a vida.
Se eu pudesse ter sua certeza,todas as certezas seriam inútilmente dispensáveis.
E me sentiria melhor, e me sentiria maior que eles, todos, maior que essa rua,que esse chão, as pedras, e todas as pedras e todos os olhares.
Sinto que a qualquer minuto você volta pela porta da frente, e terei certeza. E terei olhares, todos os olhares, fixos no teu.No meu.
Por hora, estarei te esperando até depois de amanhã. Até o fim. E depois de morrer.
domingo, 9 de maio de 2010
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